“Angela Merkel pede disposição para renunciar à soberania.”

Então aquela história de nova ordem mundial não era uma simples teoria da conspiração?
KAS
https://www.kas.de/veranstaltungsberichte/detail/-/content/-das-herz-der-demokratie-

A França como laboratório político

A França como laboratório político

https://www.publico.pt/2018/12/15/mundo/opiniao/franca-laboratorio-politico-1854349?fbclid=IwAR3FDkYqma7dbMkB61ZJuIMIuUsIFwuIrZ4gjZ-utqWxCSGAXfnyRwB46m8

Os “coletes amarelos” são de alguma forma um alerta lembrando que a integração europeia não pode ser feita à custa da soberania nacional.
15 de Dezembro de 2018

Vivi em Paris entre 1967 e 1974. Foi sem dúvida uma das épocas mais felizes da minha vida, durante a qual aprendi a amar o país e sobretudo a sua capital, que até hoje considero uma das mais belas cidades que conheço. Em Maio de 1968, a insurreição estudantil chegou à Sorbonne, onde eu estudava, e de imediato identifiquei-me com ela sem pensar duas vezes: era também a “minha” revolução, vivi-a intensamente na rua e dela guardo até hoje uma memória intensa e feliz.

Hoje, 50 anos depois, há quem pretenda comparar o “Maio de 68” com a revolta dos “coletes amarelos”. Mas na verdade só se assemelham no que é acessório: na dimensão das manifestações e do seu alastramento a diversas camadas sociais, em alguma violência por parte de franjas extremistas de manifestantes (bastante maior hoje) e pouco mais. Tudo o que é essencial separa os dois movimentos. Em primeiro lugar, o contexto económico, social e político. Contrariamente aos dias de hoje, vivia-se na época um período de prosperidade e de desenvolvimento económico, assim como do seu corolário, o consumismo. O Estado social era uma realidade, havia trabalho e acesso à habitação, o futuro não parecia ameaçado e na verdade nem se pensava muito nele, vivia-se o presente. Pelo menos do ponto de vista dos estudantes de quem partiu o movimento.

Essa é outra grande diferença relativamente aos dias de hoje. Quem iniciou o movimento dos “coletes amarelos” são os esquecidos da globalização (que não existia à época), as classes média e média baixa que vêem descer progressivamente o seu poder compra e o seu estatuto social, cujo dia-a-dia é cada vez mais difícil e mais precário. Gente sobrecarregada de impostos e cada vez com maior dificuldade em adquirir ou alugar uma casa ou educar convenientemente os seus filhos, ao mesmo tempo que assiste à concentração de enormes fortunas nas mãos de uns poucos. Aliás, nada de novo para grande parte dos países europeus.

 

O atentado contra a democracia.

“Sigam o dinheiro.”
O executante foi escolhido a dedo. Sem vínculos familiares mais sólidos, uma formação política sectária e a disposição ao sacrifício. Enfim, um jihadista perfeito. Missão: perfurar o candidato adversário e morrer pela causa, tornando-se um mártir a ser festejado pelos seus.
Mas a segunda parte do plano falhou. Ele não foi morto. Misteriosa e rapidamente entra em ação uma banca de advogados mineiros, caríssima.
Quem banca a banca? Um filantropo que paga em dinheiro vivo. Interessante… alguém sem vínculos encontra um filantropo desconhecido disposto a desembolsar uma boa grana para custear uma banca caríssima.

Quem tem estas altas somas guardadas em casa? Difícil de dizer. Mas a lei exige que movimentações acima de R$ 50.000,00 sejam avisadas com antecedência e se informe beneficiário e motivo da transação.
Polícia Federal: “Sigam o dinheiro” e encontrarão o(s) mandante(s).

E se Adélio tivesse uma arma ao invés de uma faca? Perguntam para confrontar Bolsonaro.
Adélio poderia ter uma arma, afinal bandido não reconhece o estatuto do desarmamento, não é mesmo?
Mas não era esse o objetivo. Uma arma, um tiro, confusão, corre-corre, pessoas sendo pisoteadas, feridos, talvez até mortos. Adélio, sabendo de antemão o que iria ocorrer, iria se safar. Mas não era esse o objetivo.
O objetivo era sangrar Bolsonaro e ter Adélio morto, um mártir.
Repito, o objetivo era sangrar Bolsonaro e criar um mártir.
O plano falhou, então entraram em cena os advogados (quatro, para um desempregado?).
Quem ganharia com esse cenário?

Eu tenho um palpite…

Sobre fascismo.

O voto em Lula da Silva é um voto ideológico. Condenado em segunda instância, por lei por ele mesmo sancionada, Lula é inelegível.
Zanin, seu fiel advogado, tenta de todas as maneiras burlar a lei, mas sua inelegibilidade é confirmada. Mesmo assim, os militantes e a cúpula do partido insistem em querer votar em Lula, colocando-o acima da lei.
Quando a ideologia busca submeter a Justiça temos o mais claro e escancarado exemplo de fascismo. O voto em Lula é um voto fascista.

O golpe petista de 2018.

“É óbvio e ululante que o mero anúncio de intenção de réu preso de ser candidato a cargo público não tem o condão de reabrir a discussão acerca da legalidade do encarceramento, mormente quando, como no caso, a questão já foi examinada e decidida em todas as instâncias do Poder Judiciário”. Laurita Vaz (presidente do STJ)

Humberto Jaques de Medeiros (vice-procurador-geral da República ): “Nestes termos, Desembargador Federal plantonista não possui atribuição para expedir ordem liminar em habeas corpus contra decisão colegiada da própria Corte, eis que a competência para esse tipo de impugnação é do Superior Tribunal de Justiça.”

João Pedro Gebran Neto (desembargador federal e relator da Lava Jato): “Não há amplo e ilimitado terreno de deliberação para o juiz ou para o desembargador plantonista” e “O plantão judiciário não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem ou em plantão anterior, nem à sua reconsideração ou reexame.”

Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz (presidente do TRF4): “A situação de conflito positivo de competência em sede de plantão judiciário não possui regulamentação específica e, por essa razão, cabe ser dirimida por esta Presidência”. Thompson Flores determinou que o HC retornasse ao gabinete de Gebran e manteve a decisão do desembargador para que Lula continuasse preso.

Walter Fanganiello Maierovitch (jurista e desembargador aposentado): “Hierarquicamente, não dá para um juiz de plantão revogar uma decisão de uma turma que é do próprio tribunal dele”.

Carlos Velloso (ex-presidente do STF e do TSE): “Não há irregularidade na conduta do juiz Sergio Moro de dar despacho no caso mesmo estando em férias. Um juiz vocacionado é juiz 24 horas por dia”. Velloso qualifica de estranha a insistência de Favreto, juiz plantonista, em determinar a soltura de Lula mesmo após o relator titular do caso, Gebran Neto, ter se manifestado pela manutenção da prisão.

Laurita Vaz (presidente do STJ): a presidente do STJ avaliou como “inusitada e teratológica” a decisão de Favreto, acrescentando que mostra um “flagrante desrespeito” às decisões tomadas pela 8ª Turma do TRF-4 e pelo Supremo Tribunal Federal.

O candidato Ciro Gomes.

O candidato Ciro

por Felipe Moura Brasil em O Antagonista (09/08/2017)

O ex-ministro dos governos de Itamar Franco e Lula e pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT-CE), em participação no programa ‘Pânico’, da rádio Jovem Pan, ecoou a narrativa do PT em diversos pontos:

– Defendeu Dilma Rousseff do impeachment, alegando que manobras contábeis do governo não configuram crime de responsabilidade;

– Defendeu Lula da sentença de condenação proferida por Sérgio Moro no caso do triplex, alegando que o juiz escreveu 238 páginas por não ter uma que fosse a prova cabal da corrupção passiva e da lavagem de dinheiro de propina do petrolão;

– Acusou Moro, na prática, de ter cometido um crime ao divulgar a conversa interceptada de Lula e Dilma sobre o termo de posse;

– Criticou a ordem de condução coercitiva de Lula sem intimação anterior.

Mesmo assim, Ciro:

– Ironizou os R$ 9 milhões de aposentadoria de Lula;

– Declarou apoio a Lava Jato;

– Celebrou as prisões dos peemedebistas Sérgio Cabral e Eduardo Cunha;

– Chamou o chefe da Casa Civil de Eliseu “Quadrilha”;

– Disse que teria votado pelo prosseguimento da denúncia contra Michel Temer porque caberia ao STF julgar, mas que ela tampouco continha a prova cabal da corrupção passiva, ainda que o presidente seja mesmo “chefe de quadrilha”, segundo Ciro.

O pré-candidato ainda buscou se distinguir de petistas e tucanos:

“Eu nunca aceitei que o Brasil tivesse que optar entre PT e PSDB. Eu fui fundador do PSDB, eu ajudei fazer o [Plano] Real; e eu ajudei o PT. São iguais: um com uma nuance mais de eficiência econômica, o outro com uma nuance mais de apelo social, mas a economia política, o modelo de compreensão das coisas no Brasil e as práticas são rigorosamente iguais.”

Sobre a igualdade das práticas, eis o exemplo dado por Ciro:

“O Marcos Valério, [operador] do mensalão, foi recrutado pelo [banqueiro] Daniel Dantas porque, para os políticos do PT de São Paulo, [isto] era aparentemente o crime perfeito. Por quê? Porque [o Marcos Valério] era o operador do PSDB. Então, se eu capturo você que trabalhava para o meu adversário, e você vem fazer para mim a mesma coisa, o outro não vai jamais denunciar.”

Ciro também falou do quadro eleitoral de 2018:

“Ninguém chega como favorito. O Lula sabe disso, por isso vai pensar muito se será candidato ou não. Porque o Lula tem uma situação muito peculiar, qual seja: ele é 100% conhecido, está no Jornal Nacional todo dia; preferido por 30% e rejeitado por 50%. Então esse é um candidato que parte bem e não chega, porque o segundo turno praticamente é hostil a ele por conta da rejeição. E o Lula é o mais esperto de todos.

Ele sabe bastante bem que ele precisava construir uma narrativa de vítima, de perseguição, para ‘coesionar’ o PT, que estava se esfarinhando, e segurar a tropa para ele chegar com alguma força lá na frente. Acho, porque tenho uma admiração pela inteligência dele, que ele próprio perceberá que não vale a pena. Se ele chegar a essa conclusão, que é o meu cálculo, o que acontecerá? Você terá cinco candidatos na faixa de 15% a 6%, portanto uma eleição completamente aberta que será definida no debate.”

Provocado como alguém que conta com a própria “eloquência” para se beneficiar deste cenário, Ciro preferiu corrigir, alegando que, na verdade, tem “conteúdo”.

Nessa linha, aliás, aproveitou para afetar superioridade a Jair Bolsonaro, ao avaliar o crescimento do deputado nas pesquisas, apontando seu “despreparo”:

“Ele toscamente responde a duas grandes questões da sociedade: uma a violência, a segunda a corrupção. Só que esses dois problemas não são resolvidos com frase-feita.”

Muito menos, certamente, fazendo vista grossa aos crimes de Lula e Dilma.

felipemb@oantagonista.com